“Sim, senhora. Dois voluntários da igreja e eu. Antes do amanhecer.” Ele olhou para os guarda-chuvas. “Não dei seu endereço a ninguém. Eu mesmo os trouxe porque levo o Eli para casa de carro.”
“Então por que não me liga?”
Ele engoliu em seco. “Passei por aqui ontem à noite, mas suas luzes estavam apagadas. Aí me empolguei. As pessoas ficavam dizendo: ‘Aquele menino merece saber’.”
Então Eli disse: “Você ainda poderia ter batido na porta.”
O Sr. Collins assentiu com a cabeça. “Você tem razão. Eu deveria ter feito isso.”
A caixa nº 3 tinha um cheiro doce, como de açúcar. Dentro dela havia um cartão-presente da sorveteria perto da biblioteca.
“Para o menino que se lembrou da bondade. Um sundae por mês. Com granulado incluso.”
Eli piscou. “Você acha que eles estão falando de qualquer sundae?”
“Eli.”
“Estou perguntando…”
Contra a minha vontade, eu ri.
A caixa nº 4 continha um vale-presente para uma loja de calçados.
“Para a criança que voltou para casa encharcada para que outra pessoa não precisasse passar pelo mesmo. Escolha tênis impermeáveis.”
“Aquelas vermelhas com raios?” perguntou Eli.
Você já sabe?
“Eu já sabia disso há meses.”
Olhei para o Sr. Collins. “O senhor sabe muito sobre meu filho?”
“Sei que ele me agradece todas as tardes”, disse ele. “Sei que ele deixa as crianças pequenas descerem primeiro. No inverno passado, quando outro menino esqueceu as luvas, Eli lhe deu uma das suas.”
Eli corou. “Era só uma luva.”
“É exatamente esse o meu ponto”, disse o Sr. Collins.
A caixa nº 5 continha um passe para a pista de skate.
O sorriso de Eli foi desaparecendo aos poucos.





