“A Météo-France indica que existe uma grande probabilidade de que, a partir da próxima semana, voltemos a ter um calor extremo que poderá durar até 14 de julho”, afirmou.
Um anúncio que imediatamente levantou muitas questões, já que muitos franceses esperam encontrar algum alívio do calor após vários dias particularmente difíceis.
O governo pede cautela.
Em resposta às reações provocadas por essa declaração, o governo rapidamente esclareceu as observações do ministro.
Após a reunião do Conselho de Ministros, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, reiterou a necessidade de cautela em relação às previsões meteorológicas. Segundo ela, vários cenários estão sendo estudados, incluindo o de ondas de calor repetidas.
Ela especificou que essa hipótese estava entre os cenários considerados pela Météo-France e que as autoridades estavam se preparando para ela, sem, no entanto, afirmar que definitivamente aconteceria.
A comitiva de Monique Barbut também forneceu mais detalhes. O ministério explicou que as declarações da ministra se referiam ao cenário escolhido para antecipar diversas situações possíveis. Essas projeções são baseadas em previsões da Météo-France, incorporando também outras hipóteses para preparar o país para várias eventualidades.
Especialistas estão moderando os anúncios.
Outros observadores também pediram moderação.
Na Franceinfo, o jornalista e apresentador de previsão do tempo Sébastien Thomas destacou que os diversos modelos disponíveis não indicavam, naquele momento, um sinal claro de uma nova onda de calor extremo entre 6 e 14 de julho.
Segundo ele, nenhum modelo meteorológico atual permite afirmar com certeza que ocorrerá um novo episódio comparável ao observado nos últimos dias.
Essa discrepância ilustra a dificuldade de fazer previsões precisas com várias semanas de antecedência. Existem tendências, mas elas permanecem sujeitas a mudanças, dependendo de inúmeros parâmetros atmosféricos.





